14 de abril de 2012

; facto real.


Ao ler este titulo "Aproximadamente 1/3 dos filhos do divórcio perdem contacto com um de seus pais, sendo privado por anos de ser guiados,educados, ensinados, amados e protegidos por ele." deparei-me com factos reais da vida de muita gente. Ainda á poucos dias numa conversa que tive uma pessoa mais velha ela me disse que o problema é que muitos pais não conseguirem enfrentar o divórcio, daí ao divorciarem da mulher fazem o mesmo com os filhos.
Mas eis a questão, porque que os filhos tem de pagar por uma relação falhada, por erros de outras pessoas? Porque que essas pessoas insistem em fazer os filhos pagar da pior forma? Porque que não se lembram que um casamento pode não durar para sempre mas um filho é para toda a vida, o filho terá o seu sangue para toda a vida e nada fará mudar isso.
É verdade sim que nem toda a gente sabe lidar com os problemas, dores e tudo o que se sucede a uma separação, mas caramba, será que os filhos também não sofrem? Pois bem, são os filhos que muitas vezes ficam no meio da guerra, são eles que se sentem como causadores de todo este processo. O porque de dar ao trabalho de falar sobre este tema? Talvez porque já passei por ele e ainda passo, sim é verdade, tenho os meus pais divorciados á cerca de quatro anos e sei bem o que custa depois de um divórcio nada amigável, sei o que é verem-nos como o reflexo da pessoa com quem esteve casada.
Sei o que é andar de um lado para o outro, ouvir intrigas, sei o que é sofrer em silêncio por ver as duas pessoas que mais se ama na vida em luta constante. Luta essa que ainda hoje dura nos tribunais, doi, causa magoa, sofro, caiu mas acima de tudo ainda luto por ter um sorriso na cara.
Sei o que doi passar a ver um pai de semana a semana passar apenas umas horas com uma pessoa que antes estava connosco diariamente, sei o que dói ver aquela pessoa quase como excluída da nossa vida porque não consegue lidar com aquela nova fase, sei o que é aquela relação de pai e filha começar a desaparecer (...) são coisas que nunca se esquecem, que marcam sempre uma vida, no meu caso uma realidade que marcou a minha adolescência que me levou a atravessar uma depressão que felizmente consegui curar porque tive uma mãe fantástica e pessoas maravilhosas do meu lado.
Mas também sei ver que ter passado o que passei me fez crescer, me fez tornar mais mulher, mas custa estar afastada de uma parte de mim, custa viver sem ver uma pessoa que devia participar na minha vida diariamente. Custa não ver essa pessoa novamente há mais de um ano (...) mas nem todas as pessoas são iguais, nem todas lidamos com as coisas de forma igual.
Fica aqui mais um desabafo, um conselho aos pais e filhos : nunca deixem uma relação tão forte perder-se !

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